BíbliaO Espírito Santo nos líderes do Antigo Testamento

O Espírito Santo nos líderes do Antigo Testamento

O Escriba5 min de leitura27 leituras

Fatos mais abundantes assinalam a presença do Espírito Santo depois do dilúvio.

Você vai estudar agora uma parte bastante comovente, quanto à maneira como o Espírito Santo procedeu para com os homens no período do Antigo Testamento.

Vivemos nos dias em que o Espírito Santo age com o máximo de atividade no mundo, para a conversão dos pecadores, e, quando também os crentes podem ser cheios do Espírito Santo através da experiência do batismo no mesmo Espírito.

O estudo deste Texto revela que o Espírito Santo, no passado, veio sobre os homens com poder fora do comum. Veja as manifestações do Espírito Santo sobre várias pessoas, em épocas diversas, habilitando-as para diferentes funções. Consideremos:

O Espírito Santo em José do Egito

Quando o Espírito Santo tem liberdade de ação na vida de um servo de Deus, pode habilitá-lo para os maiores empreendimentos. Veja o seguinte:

a. Capacidade para revelação de mistério. Sonhos de profunda significação deixaram Faraó, rei do Egito, “… de espírito perturbado… mas ninguém havia que lhos interpretasse” (Gn 41.8). Os receios de Faraó foram confirmados quando José, pelo Espírito de Deus, interpretou-lhe os sonhos, revelando que a poderosa nação egípcia estava à margem de uma crise sem paralelo. Viriam sete anos de fartura, seguidos de sete anos de fome. A fome seria tão intensa, que os anos de fartura seriam esquecidos. José, que interpretou os sonhos, advertiu a Faraó para que nomeasse um administrador, a fim de que fossem armazenados gêneros alimentícios durante aqueles anos de fartura, prevenindo-se para os anos de calamidade.

b. Sabedoria para administrar. A quem Faraó iria encontrar capaz de tão importante tarefa? A pergunta do rei foi: “Acharíamos, porventura, homem como este, em quem há o Espírito de Deus?” (Gn 41.38). Certamente Faraó, olhando para José, disse: “Se o Espírito de Deus tem mostrado a este jovem a interpretação dos meus sonhos, poderá também dotá-lo de sabedoria para qualquer emergência.” De fato, o Espírito de Deus dera a José, sabedoria divina para administrar.

Assim, o jovem José, cheio do Espírito, tomou o encargo da economia do Egito, administrando os negócios do reino com toda a autoridade e com muita eficiência. José salvou da morte milhões de vidas.

O Espírito Santo em Moisés

1. Autoridade para liderar. Não há setor algum das atividades da igreja em que não seja importante a orientação e ajuda do Espírito Santo. Através do Pentateuco, várias vezes encontramos Moisés envolvido pela glória de Deus. Leia também Isaías 63.11 e você saberá que Moisés era cheio do Espírito Santo. “Então o povo se lembrou dos dias antigos, de Moisés, e disse: … onde está o que pôs nele o seu Espírito Santo?”

2. A sabedoria de Moisés. Você certamente sabe, pela história, que Moisés nunca foi esquecido pelo povo israelita. Foi este o resultado da sabedoria com que foi dotado pelo Espírito de Deus para comunicar as revelações do Altíssimo, falando e escrevendo inclusive sobre os mistérios da eternidade.

O Espírito Santo nos Setenta Anciãos

“Disse o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos… então descerei e ali falarei contigo; tirarei do Espírito que está sobre ti, e o porei sobre eles: e contigo levarão a carga do povo…” (Nm 11.16,17). Isto feito, foi claramente reconhecido que o Espírito que habitava em Moisés se havia transportado para os setenta anciãos. Em Números 11.25, lemos: “Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram…”

Moisés era realmente um profeta de Deus (Dt 18.18). Quando os setenta anciãos participaram do Espírito de que estavam possuídos, profetizaram no meio do arraial de Israel, evidenciando divina autoridade para liderarem o povo do Senhor, em cooperação com Moisés. Lendo também Números 11.29, você poderá ficar certo de que o Espírito que estava sobre Moisés e sobre os setenta anciãos era o Espírito Santo. É claro, portanto, que já no tempo do Antigo Testamento, a autoridade para liderar vinha de Deus pelo Espírito Santo.

Bezaleel

Aqui temos habilidade divina para trabalhar. O Espírito é o doador da sabedoria de qualquer natureza. O Espírito de Deus habilitou a Bezaleel:

a. Para realizar. Para a construção do tabernáculo no deserto, Bezaleel foi cheio do “Espírito de Deus, de habilidade, de inteligência e de conhecimento em todo artifício, para elaborar desenho e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, para lapidação de pedras de engastes, para entalho de madeira, para toda sorte de lavores” (Êx 31.3-5).

Lendo a descrição da beleza do tabernáculo e estudando o valor tipológico de suas diferentes partes, você perceberá que só o Espírito poderia habilitar homens para realizar uma obra que, além de valor artístico, tinha também valor profético.

b. Para ensinar. O egoísmo não provém do Espírito de Deus, nem mesmo quanto ao saber. O Espírito Santo ensina a uns e os usa para ensinarem a outros. Em Êxodo 35.34, lemos: “Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem…” Bezaleel era mestre em todo trabalho de ourives em muitas obras de arte, etc. Disto aprendemos que, mesmo para a execução dos trabalhos materiais da igreja, devemos orar a Deus, crendo que Ele pode encher do Espírito de Sabedoria alguns de Seus servos e usá-los a bem de Sua causa.

Josué – Autoridade Divina Para Comandar

Josué foi o grande comandante que substituiu Moisés e conquistou a Terra Prometida, usando estratégias ensinadas pelo Espírito Santo (Js 6 e 10).

A responsabilidade de liderança dos filhos de Israel, depois da morte de Moisés, recaiu sobre Josué, filho de Num, que foi um dos espias cuja confiança em Deus não foi abalada pelo tamanho dos gigantes da terra de Canaã. Pela leitura de Números 27.18 e Deuteronômio 24.9, você verá que, pela imposição das mãos de Moisés, o Espírito Santo foi conferido a Josué. Por isso, sua autoridade para comandar foi reconhecida pelos filhos de Israel.

Referência

SOUZA, Estêvam Â. de. O Espírito Santo: sua pessoa e sua obra. 2. ed. Campinas, SP: EETAD, 1992.

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