Considerando o que a Bíblia expõe quanto a personalidade do Espírito Santo, certificamo-nos de que Ele não é simplesmente uma influência, como alguns crêem e ensinam erradamente. O Espírito Santo é uma pessoa divina. É Ele quem distribui as numerosas bênçãos e o poder que Deus tem posto à nossa disposição. Tomemos, pois, a determinação piedosa e sincera, e esforcemo-nos por receber e experimentar tudo o que o Espírito Santo torna possível ao povo de Deus.
Passemos ao estudo das declarações bíblicas a respeito da personalidade do Espírito Santo.
Você há de compreender que este título, Consolador, não pode ser atribuído a nenhuma influência ou força impessoal e abstrata. Em 1 João 2.1 a mesma palavra é traduzida por “Advogado” e tem relação com Cristo. Em João 14.16, o Espírito Santo é o “outro” Consolador, enviado pelo Pai, para substituir a Cristo, uma pessoa divina. Este outro Consolador viria para ministrar aos discípulos como Jesus fazia. Uma mera influência impessoal não pode substituir uma pessoa, nem desempenhar suas funções. Só o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, poderia tomar o lugar de Jesus, a maior personalidade que viveu no mundo e ministrou aos homens.
A prova disto temos no pronunciamento do batismo cristão e na bênção apostólica, (Mt 28.19; 2 Co 13.13; 1 Jo 5.7). Neste último texto Paulo fala da comunhão do Espírito Santo, da mesma forma que João a ela se refere relativamente ao Pai e ao Filho, (1 Jo 1.2). Note bem que na passagem de Mateus, acima citada, se lê: “em nome”, e não “nomes” significando que todos três são pessoas, igualmente. Seria irrisório se se lesse: “Batizando-os em nome do Pai, do Filho e de uma influência“, (Mt 28.19), ou: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do poder“, (2 Co 13.13)! Nada disto seria aceito por uma mente sadia, uma consciência iluminada.
Em Atos 15.28, lemos: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” Aqui vemos o poder de decisão, que é próprio de uma pessoa e não de uma influência qualquer.
Pelos textos que vamos citar, você verá que o Espírito Santo é descrito de tal modo que não pode haver dúvida alguma quanto à sua personalidade. Leia-os todos, cuidadosamente, considerando os seguintes pontos:
SOUZA, Estêvam Â. de. O Espírito Santo: sua pessoa e sua obra. 2. ed. Campinas, SP: EETAD, 1992.
Lido.