Olhando para a história de Moisés, podemos ver a importância da convicção da chamada divina. Em Êxodo 3:10-11, Deus chama Moisés para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito.
No início, Moisés sente-se incapaz e duvida de sua capacidade de cumprir essa missão. No entanto, ao longo da narrativa, vemos como Moisés desenvolve uma convicção profunda de que foi escolhido por Deus e capacitado para liderar seu povo. Essa convicção o impulsiona a perseverar, enfrentar desafios e ser um instrumento nas mãos de Deus.
José, conhecido como o filho de Jacó vendido como escravo pelos próprios irmãos, experimentou muitos desafios e adversidades ao longo de sua vida (Gênesis 37-50). No entanto, em Gênesis 50:20, José declara: “Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem.”
Essa perspectiva revela a convicção que José tinha de sua chamada divina, mesmo diante das dificuldades. Essa convicção o ajudou a superar as circunstâncias adversas e a ver o propósito maior de Deus em sua vida.
No Novo Testamento, vemos o exemplo de Paulo, que inicialmente perseguia os cristãos, mas teve um encontro transformador com Jesus na estrada de Damasco (Atos 9:1-19). A partir desse momento, Paulo desenvolveu uma convicção profunda de sua chamada como apóstolo dos gentios. Essa convicção o capacitou a pregar corajosamente, mesmo diante de oposição e perseguição. Sua autoridade como pregador vinha da convicção de que Deus o havia chamado e capacitado para levar a mensagem do evangelho às nações.
No livro de Jeremias, encontramos um exemplo inspirador de alguém que enfrentou desafios constantes em sua missão profética. Apesar de enfrentar oposição e rejeição, Jeremias manteve-se fiel à sua convicção de que Deus o havia chamado para ser um profeta para as nações (Jeremias 1:4-8). Sua convicção de chamada o impulsionou a perseverar em sua missão, mesmo quando as circunstâncias pareciam desanimadoras. Ele continuou a proclamar a palavra de Deus com paixão e fidelidade, sabendo que sua missão era maior do que as dificuldades que enfrentava.
Jesus é o exemplo supremo de alguém que pregou com convicção e relevância. Ele tinha plena convicção de sua chamada divina como o Messias enviado por Deus para salvar a humanidade. Em Lucas 4:18-19, Jesus cita as palavras do profeta Isaías, anunciando sua missão de trazer boas novas aos pobres, proclamar libertação aos cativos e restaurar a vista aos cegos. Sua convicção da chamada o levou a transmitir a mensagem do Reino de Deus de forma autêntica, apaixonada e relevante para as necessidades das pessoas ao seu redor.
Ao examinarmos os exemplos da Bíblia, podemos ver claramente a importância de ter convicção da chamada divina para se tornar um(a) pregador(a) relevante. Essa convicção fortalece, encoraja e capacita o pregador ou a pregadora a superar desafios, a comunicar a Palavra de Deus com autoridade e paixão, a perseverar diante das adversidades e a impactar vidas de maneira autêntica e relevante.
A convicção da chamada é o fundamento sólido sobre o qual o ministério de pregação se sustenta, e é esse fundamento que nos capacita a ser pregadores(as) relevantes para o mundo de hoje. Diante disso, vamos continuar!