FragmentosPoemasMar de Garrafa

Mar de Garrafa

E aquele naviozinho
dentro daquela garrafa?!
Não gostei do meu reflexo
no vidro…

Senti-me miniatura humana
engarrafada para exibição
Minha religião é antinatural…
e teima em montar-me dentro
deste ambiente artificial de liberdade

Religare é separação!
E que devasso devaneio
o querer fazer-me miúdo…
Possuo os mares, mas me vejo
a navegar nos oceanos que
os faço imaginar

E sigo desligado, desumanizado,
cruzando vagas fantasiosas,
imaginadas por quem me contempla
preso nesta garrafa…
Infeliz mar intransponível!

—

Hélio Andrade

· · ·
Autor
Poeta em tempo integral e um cidadão comum nas horas vagas...
Ver todos os textos →

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui