Você já aprendeu que o Espírito Santo participou da obra de Deus – a criação, antes do dilúvio nos tempos mosaicos e na época dos juízes. Agora, estudaremos sobre a operação do Espírito no período monárquico de Israel. Vejamos:
1. O Espírito Santo em Saul
Autoridade Para Reinar
No tempo em que Israel pediu um rei, Deus lhes deu Saul, um moço distinto pela sua aparência física. Embora não fosse esta a vontade de Deus, o Senhor atendeu ao Seu povo e preparou o novo rei para o trabalho, enviando sobre ele o Seu Espírito. Quando Samuel anunciou a Saul que este seria o rei de Israel, disse: “O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás…” (1 Sm 10.6). Lemos também: “O Espírito do Senhor se apossou de Saul, e ele profetizou…” (1 Sm 10.10).
Nas relações entre o Espírito Santo e Saul destacam-se duas lições sobre a importância da presença do Espírito, relacionada ao êxito de um homem em qualquer trabalho feito para Deus:
1º) As Vitórias de Saul
Com motivo básico das vitórias de Saul, ocorreu algo em sua vida, que nos parece corresponder ao poder santificador e transformador do Espírito no Novo Testamento, demonstrado nestas palavras: “Tu serás mudado em outro homem” (1 Sm 10.6). A transformação de uma vida é, sem dúvida, uma das mais notáveis evidências da presença do Espírito e de Sua habilitação do homem natural para um trabalho espiritual.
Saul foi inspirado pelo Espírito a incitar Israel e Judá contra os amonitas. “O Espírito de Deus se apossou de Saul” (1 Sm 11.6), e o resultado foi uma vitória espetacular sobre os inimigos do povo de Deus. “Os sobreviventes se espalharam, e não ficaram dois deles juntos” (1 Sm 11.11).
2º) As derrotas de Saul (1 Sm 13.8-18; 15.7,31)
O que você vai estudar nas linhas a seguir comprova o que está escrito: “Não por força, nem por poder, mas pelo meu Espírito” (Zc 4.6).
O Espírito do Senhor retirou-se de Saul, depois que o rei obstinado desobedeceu à ordem de Deus, (1 Sm 15.18,19). Daí em diante, a vida de Saul, quer como rei, quer como guerreiro, foi marcada por insucessos e derrotas, até ao fim. O que aconteceu se explica nestas palavras: “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do Senhor…” (1 Sm 16.14). Embora permanecesse no trono e tivesse o apoio de um exército bem treinado, continuava regredindo aceleradamente até ao trágico fim na batalha de Gilboa (1 Sm 31.4-6). Em tudo isto você pode observar que não está estudando uma teoria apenas. O Espírito Santo é uma pessoa divina, cuja operação em nós é o motivo do verdadeiro progresso, das grandes vitórias e do êxito total em todos os setores da nossa vida espiritual.
2. O Espírito Santo em Davi
Davi foi indicado por Samuel como sucessor de Saul, no reino de Israel “e daquele dia em diante o Espírito do Senhor se apossou de Davi…” (1 Sm 16.13). Então, esse homem segundo o coração de Deus (At 13.22), estava apto a guiar sabiamente o seu povo pelo caminho do sucesso, triunfando contra todos os seus inimigos. Embora jovem na idade, era homem de idéias amadurecidas e atitudes elevadas. Para tanto, fora habilitado pelo Espírito de Deus, e Davi era cônscio disto. Quando pecou, sentiu que Deus retirava dele o Seu Espírito. Não se conformou. Não seguiu o exemplo de Saul. Não tentou ocultar o seu pecado. Não procurou restabelecer-se pela força. Ao contrário, orou humildemente: “… Nem me retires o teu Santo Espírito…” (Sl 51.11).
Referência
SOUZA, Estêvam Â. de. O Espírito Santo: sua pessoa e sua obra. 2. ed. Campinas, SP: EETAD, 1992.